segunda-feira, 31 de maio de 2010

O xereta

Em 6 meses, Mark Zuckerberg mudou quatro vezes as regras de privacidade do Facebook. Resultado: um movimento de fuga marcado para hoje e o título de vilão da vez
O Facebook conecta mais de 400 milhões de pessoas e tudo indica que logo vai atingir a casa do meio bilhão. Quando isso acontecer, um em cada 13 habitantes no mundo (considerando uma população de 7 bilhões) estará na rede social. Mais de 25 bilhões de postagens já são feitas por lá a cada mês. Agora, esse gigante enfrenta reclamações proporcionais a seu tamanho. Governos, organizações internacionais e usuários estão questionando a forma como a privacidade é tratada na rede social.
Até sexta-feira à noite, 23.361 pessoas haviam prometido deixar a rede social hoje e excluir seu perfil. Esta segunda-feira, 31, é o dia de sair do Facebook, o Quit Facebook Day, como é chamado pelos criadores do movimento.
Irritados com a dificuldade de controlar a exposição de seus dados, dois canadenses resolveram buscar adeptos para uma debandada do site que, segundo eles, não respeita usuários, informações pessoais nem o futuro da web.
As constantes reclamações sobre o Facebook reabriram um debate recorrente quando se trata de redes sociais: a privacidade.
Desde novembro do ano passado, o Facebook alterou quatro vezes sua política de privacidade. E a cada mudança, os dados dos usuários ganhavam mais exposição pública até que eles percebessem a mudança e reconfigurassem o que deveria ser visto apenas por seus amigos e o que todo mundo poderia ver se jogasse o nome da pessoa no Google.
Em abril, junto do lançamento do botão “Like” que pode ser usado por outros sites, veio a mudança que disparou a reação anti-Facebook. A política de privacidade da rede social foi alterada mais uma vez e passou a conter itens polêmicos que, entre outras coisas, determinam o compartilhamento dos dados dos usuários com aplicativos de terceiros e sites que usam os plugins sociais da rede. As informações poderiam ser armazenadas por outras empresas para sempre.
No dia 5 de maio, o Electronic Privacy Information Center apresentou queixa exigindo que a Comissão Federal de Comércio dos EUA pedisse explicações para o Facebook sobre as frequentes mudanças em suas regras de privacidade, que, segundo eles, tornavam os controles ilusórios e cada vez menos intuitivos.
Eles exigiram e a resposta veio na quarta-feira, 26, com o anúncio da simplificação dos controles de privacidade e da possibilidade controlar a exibição de informações que antes eram obrigatoriamente acessíveis.
E era esse o ponto de conflito: até quarta, informações como nome, foto de perfil, cidade, profissão, lista de amigos e conteúdos marcados com o “Like” eram obrigatoriamente públicas e poderiam ser armazenados indefinidamente pelos aplicativos. Agora, a lista de amigos e a páginas curtidas podem ser privadas.
Por causa das tensões dos últimos meses, Mark Zuckerberg, criador e CEO do Facebook, virou o mais novo vilão do Vale do Silício. Com apenas 26 anos, já foi conhecido como visionário e empreendedor e, agora, ganha a fama de inescrupuloso e despreocupado com a segurança das informações de quem usa a rede social criada por ele seis anos atrás, enquanto ainda era um jovem universitário em Harvard.

Louis Vuitton junta Pelé, Zidane e Maradona

Três trajetórias excepcionais. Um jogo histórico no Café maravillas em Madri

Ninguem sabe quanto custou, mas milhões foram pagos a maior campanha publicitária envolvendo, de uma vez, os três maiores ícones da história do futebol. Acreditamos que os europeus somaram a superioridade dos paises latinos e decidiram fazer a disputa do segundo colocado, emquanto o Rei Pelé mantem o trono, por unanimidade absoluta. Quem foi mesmo o idiota que cunhou essa frase: "toda unanimidade é burra"?
Caraúbas RN

Sanchez afirma que Morumbi não sediará Copa de 2014


O projeto do Morumbi para a Copa do Mundo de 2014 recebeu mais um golpe. Desta vez, do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. Chefe da delegação brasileira no Mundial da África do Sul e bem relacionado com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, o mandatário corintiano afirmou que será construído um estádio no bairro de Pirituba.
Mais uma vez, Morumbi é limado da Copa do Mundo
“(O Morumbi) Está fora, ué. Qual é a novidade nisso? E a abertura vai ser em Pirituba”, afirmou o dirigente, ao Estado de S. Paulo.
A construção de um estádio em Pirituba como plano B para a capital paulista vem sendo especulada há alguns meses, mas a diretoria tricolor e autoridades dos governos estadual e municipal sempre descartam a informação.
Andrés Sanchez, porém, reacendeu a polêmica ao apontar quais seriam as falhas do projeto do Morumbi, que chegou a receber elogios da Fifa recentemente.
“O São Paulo não vai ter condições financeiras de bancar as reformas do estádio. Quanto à abertura, ter espaço no entorno do estádio é muito importante. Como vão fazer com aquelas mansões ali ao lado? Podem até derrubar dez, mas seria necessário derrubar mais de cem”, completou Sanchez, que afirmou desconhecer a possibilidade de um futuro estádio corintiano sediar jogos da Copa.

ELEIÇÕES 2010 - Serra pede pressão para barrar drogas da Bolívia


Arquivo


Por Jonas da Silva
30/05/2010 
Cuiabá - A redução das drogas em centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo tem solução se o governo brasileiro "ocupar a fronteira" com a Bolívia e se a gestão Lula fizer "pressão ao governo boliviano", afirmou o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra.
Ele participou no sábado do lançamento da candidatura do ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, ao governo de Mato Grosso.
"O governo boliviano é cúmplice da exportação de droga para o Brasil. O Brasil tem que fiscalizar sua fronteira, usar o Sivam. Tem que pressionar o outro governo para parar a cocaína dentro do seu território", criticou. Ele também disse que a Força Nacional de Segurança precisa "existir".
"Acho impossível o governo boliviano não saber disso e não ser conivente", acrescentou, sobre 90 por cento da cocaína consumida no Brasil virem da Bolívia.
A crítica de Serra foi feita a 315 quilômetros do país, com o qual Mato Grosso faz divisa.
Antes da fala de Serra no encontro, o pré-candidato ao governo Wilson Santos relatou ter visitado recentemente a capital econômica da Bolívia, Santa Cruz de la Sierra, e ter ficado "estarrecido", pois há no país "uma associação de carros roubados do Brasil e da Argentina".
"O Congresso nacionaliza e regulariza o automóvel em território boliviano. Eles roubam e legalizam carro com apoio do governo da Bolívia e o Congresso".
O ex-governador de São Paulo acrescentou ser legítima a ação brasileira, "sem interferência nos negócios internos da Bolívia", pois o governo do presidente Evo Morales é considerado amigo do governo Lula.
Ele criticou a falta de ação do governo brasileiro no combate ao tráfico de armas, pois "do Paraguai, entram no Brasil 12 bilhões de reais" por ano.
O tucano citou como exemplo um caso em que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia a construção de estrada dentro da Bolívia e que facilita o deslocamento da cocaína. Ele sugeriu que houvesse uma cláusula no financiamento para que o governo boliviano fizesse "internamente combate à produção e tráfico de coca".
Serra comentou ainda que a escolha de vice para sua chapa não o angustia e que "há muito barulho por nada na imprensa".
Saúde e Infraestrutura
Na passagem por Cuiabá, Serra detalhou seu plano de governo para a saúde, ao destacar que se eleito fará distribuição nas casas dos pacientes de remédios cedidos gratuitamente pelo SUS, para casos "de hipertensos, com diabetes e doenças crônicas".
Ele disse que, quando ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso, os recursos em quatro a cinco anos para esse tipo de medicamento somou, a preços atuais, 6 bilhões de reais e que pretende "elevar isso para 10 bilhões no próximo quadriênio".
O pré-candidato à Presidência do PSDB também fez discurso em sintonia com os desejos de produtores rurais de Mato Grosso, ao mencionar a importância de se investir em obras de infraestrutura, hidrovias e ferrovias. Caraúbas RN

ELEIÇÕES 2010 - Dilma Rousseff diz que tributária é a reforma das reformas

Por Cacau Araújo

Durante evento da CNI, a pré-candidata do PT à Presidência defendeu também a criação de um ministério para cuidar de pequenas empresas.

Brasília - Primeira a participar da sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, firmou o compromisso com o empresariado de dar urgência à reforma dos impostos. "A tributária é a reforma das reformas; sem ela, é difícil segurar uma ampliação sustentável do país", disse Dilma à plateia do Encontro da Indústria com os Presidenciáveis.
A petista defendeu também a forma como o Brasil foi o último país a entrar na crise, e o primeiro a sair. "Pela primeira vez o Brasil conseguiu passar bem por uma crise. Pela primeira vez conseguimos fazer uma política anti-cíclica e é importante perceber porque isso aconteceu", defendeu a petista. Para Dilma, o Brasil tem apresentado boa administração da política marcoeconômica.

O discurso de Dilma baseou-se nos feitos do governo Lula. "Promovemos uma redução da taxa de juros em termos reais, que ainda é alta, mas demonstra uma trajetória de queda. Nossa política de câmbio flutuante foi combinada com o acúmulo de reservas. O Brasil vem perseguindo de forma sistemática a queda da dívida pública", disse ela.

Em entrevista coletiva, a pré-candidata do PT defendeu a criação de um ministério específico para as pequenas e médias empresas. Segundo ela, isso daria robustez ao tecido econômico do Brasil.

Fim da pobreza

Dilma ressaltou também que o atual governo vive uma época de prosperidade e luta contra a pobreza extrema. "O combate sem tréguas da miséria foi significativo para esse momento. Trata-se de um novo modelo de desenvolvimento. Agora se vê mobilidade social", afirmou a pré-candidata. "Pela primeira vez no Brasil as pessoas puderam subir na vida", defendeu.

Segundo a petista, o objetivo é que Brasil passe de país em desenvolvimento para desenvolvido. Para tanto, sua plataforma quer eliminar a pobreza extrema, fazendo com que o Brasil chegue, no mínimo, a ser um país de classe média. Caraúbas RN

Parabens Critiane Rochele



A equipe IMPORT FRANCE deseja que as suas iniciativas prosperem e se realizem da melhor maneira possível, que você tenha sempre disposição para lutar por seus objetivos e garra para novas conquistas.
Caraúbas RN

Parabens Glenda Nayna

A equipe IMPORT FRANCE, distribuidor DeMillus RN, deseja que as suas iniciativas prosperem e se realizem da melhor maneira possível, que você tenha sempre disposição para lutar por seus objetivos e garra para novas conquistas.
Parabens

Caraúbas RN

Seleção faz primeiro coletivo na África do Sul.

A Seleção Brasileira relizou neste domingo à tarde,  na Randburg High School, o primeiro coletivo na África do Sul.
No treino, paralisado poucas vezes por Dunga para a repetição de jogadas de bola parada, as equipes que se enfrentaram eram de alto nível.
Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos, Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká, Robinho e Luís Fabiano.
Gomes, Daniel Alves, Luisão, Thiago Silva e Gilberto, Josué, Kleberson, Ramires e Julio Baptista, Nilmar e Grafite.
Doni substituiu Gomes, e Julio Cesar passou a se exercitar com o preparador Wendell Ramalho.

A história secreta do Conficker

Por Jin Giles, da New Scientist

Como o programa maligno dominou milhões de computadores no mundo inteiro.
Num bar de hotel em Arlington, na Virgínia, no dia 23 de outubro de 2008, um grupo de especialistas em segurança de computadores conversava. Eles haviam passado o dia ocupados com questões legais. O encontro era um evento anual que atrai os melhores da área. Mas, para os participantes, convém que seja num local discreto e não chame a atenção dos cibercriminosos. Naquela noite, enquanto tomavam seus drinks, surgiu o assunto de uma atualização de segurança que a Microsoft acabara de divulgar.
Fazer uma correção naquele momento era suspeito. Elas costumam ser publicadas mensalmente e esta vinha antes do tempo previsto. “Lembro que pensei em dar uma olhada nela”, recorda Paul Ferguson, analista da Trend Micro, empresa de segurança sediada em Cupertino, na Califórnia. Foi o que ele fez; assim como o restante da indústria de segurança de computadores. Durante meses esse assunto protagonizou conversas e pesquisas de profissionais do setor. A atualização da Microsoft revelou a existência do worm Conficker — um dos mais sofisticados programas malignos já vistos. Apesar da inédita união de esforços contra ele, o Conficker permitiu que seus criadores dominassem PCs domésticos, de universidades, de governos e das forças armadas de pelo menos três países, criando uma lucrativa rede de computadores zumbis. Apresentamos, a seguir, detalhes dessa briga de gato e rato.
A brecha de segurança
A linguagem técnica e concisa usada pela Microsoft ao descrever a atualização de outubro não indicava nada particularmente desagradável. Uma falha de segurança na porta pela qual o Windows envia e recebe sinais da rede poderia permitir acesso indevido. A correção fechava essa brecha. Se todos os usuários do Windows a tivessem instalado, o problema estaria solucionado. Porém nem sempre os usuários domésticos baixam atualizações e muitas empresas demoram semanas para instalá-las, oferecendo aos cibercriminosos a oportunidade de atacar.
Ninguém sabe qual computador foi a primeira vítima do Conficker. Provavelmente foi um PC que já estava sob o controle dos crackers. Depois de instalado, o código maligno começou, furtivamente, a buscar outros computadores vulneráveis na internet. A nova praga rapidamente foi detectada por um dispositivo de escuta, um “telescópio de rede” do Centro de Supercomputação de San Diego, na Califórnia. O telescópio é uma coleção de milhões de domínios falsos de internet que levam a um mesmo computador. Esse arranjo permite monitorar atividades ocultas na rede. Os internautas não têm por que acessar esses endereços, que costumam ser encontrados apenas por programas mal-intencionados.

Os registros mostraram o vírus se propagando em velocidade espantosa. Na manhã do dia 20 de novembro, três mil computadores infectados tentavam conectar-se às portas vulneráveis do telescópio a cada hora — quantidade pouco maior do que a gerada anteriormente por vírus mais antigos. No final da tarde, o número começou a aumentar. Na manhã seguinte, eram registradas 115 mil tentativas de acesso por hora. O Conficker já estava fora de controle.
Esses endereços precisavam ser bloqueados. “Se você impede o acesso, o perigo desaparece”, diz Rick Wesson, da Support Intelligence, empresa de segurança de São Francisco. Ele tem anos de experiência com organizações que fazem registro de domínios. Poucos dias após ter visto a lista de Porras, Wesson desenvolveu um sistema para remover as URLs comprometidas, usando seu próprio dinheiro para adquirir os domínios. Parecia uma grande vitória. Mas os crackers foram ligeiros no contraataque. No dia 29 de dezembro disseminaram uma versão atualizada do vírus que explorava a mesma brecha de segurança.
Baú de truques
Nesse mesmo dia, a praga foi detectada por potes de mel — computadores conectados à internet e deliberadamente desprotegidos para atrair software maligno para análise. Logo ficou claro que se tratava de um vírus sofisticado. Depois de se instalar, ele baixava sua própria correção de segurança para a porta vulnerável, impedindo que outros programas nocivos entrassem. O Conficker também apresentava uma forma habilidosa de se comunicar com seus criadores. Todos os dias, ele produzia 250 sequências de letras às quais acrescentava uma extensão de domínio como .com, .net ou .org para formar endereços da internet, ou URLs. Em seguida, o vírus se conectava a essas URLs. Os criadores do código sabiam quais seriam as URLs geradas a cada dia. Portanto, podiam registrar qualquer uma delas como site e deixar, no servidor, ordens para o programa maligno. Os caçadores de pragas virtuais só conseguiriam localizar o domínio ilícito quando a atualização fosse baixada. Seria tarde demais para impedir o ataque. Nos dias seguintes, os crackers prepararam uma lista de 250 sequências diferentes. A comunidade de segurança não teria como acompanhá-los. Ou melhor, não teve, até que Phil Porras buscasse uma solução. Ele e sua equipe da SRI Internacional, em Menlo Park, na Califórnia, começaram a decifrar o código do Conficker. O vírus estava escondido sob duas camadas de criptografia, que resistiram às ferramentas normalmente utilizadas por Porras. Uma semana antes do Natal, entretanto, sua equipe e outros analistas — incluindo profissionais da Karspersky, em Moscou, na Rússia — conseguiram mapear a estrutura do vírus e determinar as URLs que poderiam ser acessadas por ele.

Ataque pela USB
A nova praga dispunha de uma impressionante coleção de truques. Além de se propagar pela internet, espalhava-se por meio de drives USB conectados aos computadores infectados. Quando esses drives eram posteriormente acoplados a outras máquinas, o programa maligno se transferia para elas. O vírus também bloqueava o acesso a sites de segurança. Quando uma vítima tentava fazer o download da correção da Microsoft, recebia uma mensagem de “página não encontrada”. Outras inovações revelaram a sofisticação dos criadores do Conficker. Se a criptografia usada no código anterior era resistente, a da nova versão parecia à prova de balas. Era baseada em algoritmos que haviam sido divulgados apenas três meses antes por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
O novo vírus se disseminou velozmente. É impossível determinar precisamente seu alcance. Mas estima-se que, naquele momento, o número de PCs infectados já passava de três milhões. Essas máquinas incluem as utilizadas pelas forças armadas da Alemanha, da França e da Inglaterra, pelo parlamento britânico, por hospitais e universidades nos Estados Unidos. No dia 12 de fevereiro, a Microsoft ofereceu um prêmio de 250 mil dólares para quem identificasse os criadores do Conficker. Mas por que tanta preocupação? O vírus ainda não havia feito nenhum mal. O problema era o estrago que ele poderia causar. Os crackers poderiam usar a rede de zumbis para atacar roteadores que gerenciam o tráfego da internet ou prejudicar organizações cujos computadores foram infectados. “Essa capacidade pode ser usada para objetivos desastrosos”, alertou Ferguson. “Ela poderá destruir a infra-estrutura de metade do planeta”, ele ressaltou.
Na verdade, o pior estava por vir. No dia 15 de março, o Conficker apresentou um novo problema aos especialistas de segurança. Ele acessou uma URL chamada rmpezrx.org. Esse endereço fazia parte da lista produzida por Porras. Porém — nenhum dos envolvidos quis explicar por que —, não havia sido bloqueada. Um site era suficiente para os crackers agirem. Uma nova versão, com milhares de truques, estava lá esperando para ser instalada pelos computadores zumbis. Agora, a briga de gato e rato ficava evidente. Os autores do Conficker haviam entendido a estratégia de Porras e Wesson. A partir do dia 1º de abril, o código da nova praga seria liberado, procurando atualizações em 500 URLs selecionadas de uma lista de 50 mil que estavam codificadas nele. A variação dos sufixos poderia chegar a 116 e incluiria códigos de países, como .kz para Cazaquistão e .ie para Irlanda. Esses sufixos pertencem a autoridades nacionais e cada uma delas estabelece suas próprias regras de registro. Bloquear o conjunto de domínios anterior havia sido exaustivo. Mesmo que a nova versão do vírus fosse decodificada, seria praticamente impossível impedir o acesso a todos esses novos endereços.

Felizmente, Porras não demorou para extrair a crucial lista de URLs. Em seguida, Wesson e outros analistas entraram em contato com a Corporação de Internet para a Atribuição de Nomes e Números de Registro (Icann), órgão responsável pelo gerenciamento dos sufixos dos países. Wesson mal podia dormir. Devido às diferenças nas normas de cada nação, havia poucas chances de desativar todas as URLs antes de 1º de abril. Mas pelo menos os operadores já estavam cientes do problema. Enquanto isso, manchetes anunciavam o iminente colapso da internet. Porém, o dia 1º de abril passou sem desastres, o que, curiosamente, não foi surpresa. Afinal, essa era apenas a primeira data possível em que a estratégia do vírus mudaria. A alteração dependia da vontade dos criadores do Conficker. Para o público, a história parecia piada de dia da mentira. Essa hipótese, inclusive, não foi descartada. Os truques com as URLs provavelmente eram um engodo. Usar uma URL única para liberar a atualização de um vírus — mesmo no caso de uma praga tão cuidadosamente escondida como o Conficker — não é uma ideia sensata. Isso daria às autoridades uma espécie de alvo para contra-atacar. A partir da segunda versão, o Conficker optou por uma tática muito mais eficaz: comunicação peer-to-peer (P2P). O programa passaria a trocar informações com outras cópias de si mesmo.
Falso antivírus
Seis dias depois do 1º de abril os autores do Conficker liberaram uma nova versão nas redes P2P. Sem alvo determinado, os especialistas em segurança não tinham como interromper sua propagação. A tática das URLs parece ter sido uma isca para distraílos. “Eles disseram: ‘vocês terão de analisar 50 mil domínios’. Mas nunca tiveram a intenção de usá-los”, diz Joe Stewart, da SecureWorks, de Atlanta, Geórgia. A última versão do Conficker ainda tinha outras habilidades, como bloquear a ação de programas feitos para detectá-lo. Surgiam, então, os primeiros negócios ilícitos baseados no vírus. Eles empregavam o programa de spam Waledac e o falso antivírus Spyware Protect 2009. É provável que esses programas não tenham sido desenvolvidos pelos criadores do Conficker. Seguros da força da rede de computadores escravos que haviam organizado, os autores da praga começaram a cobrar pelo acesso de outros criminosos. Esse esquema pode ser muito lucrativo. É necessário que apenas uma pequena quantidade de pessoas clique nos spams para gerar receita. O Storm, outro programa emissor de spam, faturava milhões de dólares anualmente. O mesmo podia acontecer com o falso antivírus. Quando as contas de uma empresa russa por trás de um esquema criminoso de antivírus foram descobertas no ano passado, soube-se que um dos criminosos havia lucrado 145 mil dólares em dez dias.
Os criminosos venceram
Desde o começo de abril, o Conficker está inquietantemente pacífico. Em certo sentido, isso mostra que os criminosos venceram. A rede zumbi foi montada e está sendo usada para seu propósito original: ganhar dinheiro. Por causa dos seus recursos de comunicação P2P, o vírus pode ser atualizado a qualquer momento. Essa situação não é inédita. Existem outras redes de computadores zumbis. A comunidade de segurança continuará buscando formas de derrotá-las. Mas, enquanto a praga estiver nas máquinas, não há correções eficazes.
Essa é uma conclusão frustrante, embora os especialistas afirmem que o Conficker teve consequências positivas. Conforme o medo de um ataque cresceu, acadêmicos, profissionais da indústria e responsáveis por registros de domínios se uniram numa colaboração inédita para derrotar o vírus. Compartilhando informações, eles conseguiram alertar usuários e desenvolver sistemas de varredura que detectassem o código malicioso — pelo menos até que a próxima versão seja liberada — e freassem sua disseminação. Após essa experiência, todos concordam, é muito mais provável que essas colaborações se repitam. Segundo Wesson, isso faz com que os esforços tenham valido a pena — apesar do alto custo. Ele, por exemplo, investiu 30 mil dólares das suas economias para proteger as URLs identificadas por Porras e não sabe se verá esse dinheiro de volta. Mesmo assim, Wesson diz que faria tudo novamente: “Aprendemos muito. Será que eu gastaria 30 mil dólares para livrar o mundo de uma praga virtual? Com certeza”.
Smartphone é o próximo alvo
Neste ano, usuários de smartphones da China receberam mensagens de texto que prometiam uma imagem sexy se clicassem num link. O link iniciava o download de um gerador de spam. Instalado, o programa enviava mensagens aos contatos do usuário. Foi o primeiro vírus disseminado por meio de mensagens de texto. Ele não é mais que um incômodo.
Ainda que as pragas de celulares tenham potencial para causar danos, até agora não apareceu nenhum vírus desse tipo tão ameaçador quanto o Conficker. Há duas razões para isso, de acordo com Albert- László Varabais, da Universidade Northeast, em Boston, nos Estados Unidos. Ele diz que o Bluetooth é ineficaz para transmitir vírus porque só alcança usuários que estejam a até 30 metros um do outro.
Uma opção mais indicada seria disfarçar o vírus como imagem. Mesmo assim, ele só poderia infectar celulares com o mesmo sistema operacional. Como o mercado móvel é fragmentado, nenhuma praga teria alcance muito amplo. Contudo, produtos como o iPhone e smartphones baseados no sistema Android, do Google, estão ganhando participação de mercado. Caso essa porcentagem se torne relevante, os crackers vão mirar esses alvos.
O Conficker em ação
Veja como o worm formou sua rede mundial de computadores escravos.

domingo, 30 de maio de 2010

Tudo perfeito no Dia dos Namorados , Kits promocionais


Classe, Luxo e Sensualidade Se a opção for por uma noite repleta de classe, luxo e sensualidade, o indicado é o conjunto Negri, confeccionado em tule bordado e microfibra elástica. O sutiã tem suporte e estilo meia-taça, com espuma na parte inferior e transparência em cima. O bordado no decote e nas alças dão o toque especial. Preço: R$ 33. O fio-dental tem costas em microfibra dupla, sem costura na bainha e elástico com bordado nas laterais. R$ 12.

Michella Cruz, eleita de grife pela 3ª vez (Revista Caras)

 A bela arrasa em sessão de fotos com Feco Hamburger

Pela terceira vez, a top Michella Cruz (26) é a estrela da campanha da grife Carmen Steffens, na qual foi produzida por Juliana Franco (30), atenta aos mínimos detalhes. A bela foi clicada pelo fotógrafo Feco Hamburger (38) em seu estúdio paulistano. “É prazeroso fotografar com peças tão lindas”, revela a top. A campanha apostou em proposta clean para o cenário, inspirado no estilo sofisticado da mulher contemporênea. A nova coleção de calçados e acessórios, assinada pela estilista Monalisa Spaniol (38) e sua equipe, aparece em cores muito vivas e mostra os hits da estação, como as botas de cano extralongo, os curtos, conhecidos também como ankle boots, escarpins e as plataformas meia-pata. No intervalo da sessão de fotos, Michella – musa do fashion stylist Ricardo Bruno (30), com quem é casada há mais de um ano -, recebe o carinho do gerente internacional da marca, Gabriel Spaniol (29), Feco, Juliana e do disputado maquiador Diego Américo (35).

Qual é o melhor antivírus gratuito?

SÃO PAULO – Esta é uma pergunta que passa pela cabeça de muitos internautas que precisam instalar um bom antivírus para proteger o PC.
Sabendo disso, o INFOLAB resolveu descobrir a resposta e compartilhá-la com os internautas.
Para o trabalho, o pessoal do INFOLAB baixou os seis antivírus gratuitos mais conhecidos da web. Em seguida, infectou um PC com um pacote com 2.019 vírus da atualidade (daqueles que apagam arquivos, roubam senhas e deixam o computador sem funcionar direito).
Feito o serviço, o segundo passo foi acompanhar o desempenho do antivírus para identificar e aniquilar as pragas digitais e, também, verificar o consumo de memória que cada um deles exige durante a varredura nos discos do PC. A interface, a facilidade de uso e os recursos dos programas também foram avaliados.
Pois bem, testes feitos. Abaixo, o Download INFO apresenta o resultado:
1º - Avast! Antivirus Home Edition 4.8: a interface desse antivírus parece um tocador de MP3. Mesmo diferente, ele remove vírus com eficiência e protege o PC durante os download em redes P2P. É o antivírus gratuito com o melhor desempenho no teste: ele removeu 97% (1.964) do pacote de vírus.
2 º - Comodo Internet Security: o grande lance do Comodo é o seu firewall que protege o PC de ataques externos. Outro destaque do programa é o baixo consumo de memória durante a varredura, só 4,6 MB. Dos 2.019 vírus, o Comodo aniquilou 1.773 deles. 
AVG 8.5: popular antivírus que protege contra vírus de boot e de arquivo. Tem funções para programar verificações, limpar e-mails infectados e vasculhar a segurança dos links da web. Foi o terceiro melhor programa no teste do INFOLAB: achou 1.530 vírus no pacote com 2.019 pragas.
Avira Antivir Personal 9: nos testes, o Avira teve um desempenho um pouco melhor do que o AVG: encontrou 1.729 arquivos infectados no pacote de vírus. Contudo, o programa consome muita memória na hora de varredura, cerca de 135 MB. Além disso, ele não verifica vírus de e-mail e nem tem firewall.
Rising Free Antivirus 2009: feito por engenheiros chineses, esse antivirus tem sistema de captcha (um sistema de verificação por senha) e um recurso para monitorar vírus de pen drive. Apesar das inovações, o programa é fraco na hora de detectar vírus: encontrou apenas 1.070 no pacotão de 2.019.
PC Tools Antivirus Free Edition 6: este antivírus tem uma interface bastante intuitiva e fácil de usar (graças aos comandos autoexplicativos e em português). Só que isso esconde um problema: seu pobre sistema de detecção de vírus. O PC Tools localizou apenas 649 vírus do pacotão, ou seja, 32%.
Caraúbas RN