quarta-feira, 9 de junho de 2010

Conheça a história da tatuagem

Por Paola Bello
A tatuagem já foi usada para identificar bandidos e enfeitar poderosos; para juntar tribos e afugentar inimigos; para mostrar preferências e esconder imperfeições. O que não mudou quase nada foi a técnica de aplicação de tinta na pele. Passados mais de 4 mil anos, ela ainda é feita por meio de agulhas que perfuram a derme. Perseguida em vários momentos da história, a prática foi banida por decreto papal no século 8 e na Nova York do século 20. Apesar disso, é difícil encontrar quem nunca tenha pensado em fazer uma.
>> Entre 2160 a.C e 1994 a.C.
Múmias de mulheres egípcias, como a Amunet, possuem traços e inscrições na região do abdome
>>> Há mais de 2.400 anos
Múmias encontradas nas montanhas de Altais, na Sibéria, apresentam ombros tatuados com animais, reais e imaginários
>>> Entre 509 aC e 27 aC
Os imperadores romanos determinam que, para não serem confundidos com súditos mais bem afortunados, prisioneiros e escravos sejam tatuados
>>> 787
Sob a alegação de ser coisa do demônio, o papa Adriano I proíbe as pessoas de se tatuarem
>>> Entre os séculos 15 e 17
Durante a invasão da Bósnia e Herzegovina pelos turcos otomanos, os católicos tatuavam cruzes como forma de evitar ter de rezar para Alá
>>> 1600
Com o fim das guerras feudais no Japão, os serviços dos samurais tornaram-se desnecessários. Surge, então, a Yakuza, a máfia japonesa
>>> 1769
Em expedição à Polinésia, o navegador inglês James Cook nota a tradição local de marcar o corpo com tinta. Na língua local, chamam isso de "tatao"
>>> Entre 1831 a 1836
A bordo do HMS Beagle, Charles Darwin registra que a maioria dos povos do planeta conheciam ou utilizavam algum tipo de tatuagem
>>> 1891
O americano Samuel O’Reilly patenteia a máquina de tatuar. Trata-se de uma adaptação de uma invenção de Thomas Edison
>>> 1928
Em Chicago, um caminhão com peles tatuadas é roubado. A coleção pertencia a Masaichi Fukushi, médico japonês que estudava como a tatuagem ajudava a preservar a pele
>>> 1942
Durante a Segunda Guerra, os nazistas tatuavam um número no corpo dos judeus para identificá-los como prisioneiros nos campos de concentração
>>> 1959
Chega ao Brasil o dinamarquês Knud Gegersen, o primeiro tatuador profissional a atuar por aqui
>>> 1961
Depois de um surto de hepatite B, a Secretaria da Saúde de Nova York proíbe a realização de novas tatuagens na cidade
>>> 1999
A empresa de brinquedos Mattel lança a Barbie Butterfly Art, boneca que vinha com uma tatuagem lavável
>>> dezembro de 2009
Ao passar 52 horas tatuando o corpo de Nick Thunberg, o americano Jeremy Brown bateu o recorde mundial de sessão mais longa, que era de 43h50min, estabelecido em 2006
Caraúbas

Estudo mostra que juiz favorece o time da casa

Por Tiago cordeiro

Após analisar 2.352 jogos, pesquisadora relata em teses de mestrado que árbitro pune mais o time de fora

A tese de mestrado da pesquisadora Vanessa Bellissimo, da Faculdade de Educação Física da Unicamp, não deixa dúvidas. Depois de avaliar 2.352 jogos do Campeonato Paulista e do Brasileiro da Primeira Divisão, entre 2003 e 2006, ela constatou que os times da casa, em média, foram punidos com dois cartões amarelos por partida, contra três dos não-mandantes. Em número de partidas, os times da casa venceram 1.191 partidas. Os visitantes, apenas 592. Nas Copas do Mundo isso fica mais evidente. O exemplo mais recente foi a Coreia do Sul, em 2002. A equipe foi beneficiada pela arbitragem contra a Itália e ainda mais contra a Espanha. Só por isso chegou às semifinais.
O fator campo é tão decisivo que, das seleções que chegaram à final jogando no próprio país, seis venceram (Uruguai, Itália, Inglaterra, Alemanha, Argentina e França) e apenas duas perderam (Brasil e Suécia). “Na média, o juiz apita pelo time da casa. Não intencionalmente, mas inconscientemente. É um esporte de arena, o público gritando cria uma influência emocional”, diz o ex-jogador Raí.

Os juízes também costumam favorecer seleções de grande porte, inclusive o Brasil, que em 1962 teve Garrincha na final após ele ter sido expulso no jogo anterior. A Inglaterra teve confirmado um gol que não existiu na final contra a Alemanha, em 1966, e a Argentina contra a Holanda na decisão de 1978. Caraúbas

terça-feira, 8 de junho de 2010

Leitura na infância

Por Débora Ferreira

A criança deve ser incentivada pelos pais ainda quando bebê, ouvindo histórias e sendo apresentada a livros com algum atrativo visual

A alfabetização é considerada a fase mais importante no desenvolvimento intelectual da criança, e responsável por determinar qual tipo de adulto ela será. Geralmente, nos primeiros contatos com os livros, ou qualquer outra forma de incentivo à leitura, elas mostram-se preguiçosas e indispostas para aprender e pensar, porém, adoram ouvir e prestam muita atenção em cada detalhe de uma história.
“Quanto mais cedo a leitura for introduzida na vida da criança, melhor, mesmo antes de saber falar, sentar ou segurar um livro. Crianças podem e devem manusear livros e ouvir histórias. Isso faz com que elas ampliem o vocabulário e passem a se expressar com desenvoltura. Além disso, quem se relaciona permanentemente com livro faz mais associações, adquire um repertório maior de histórias, desenvolve a concentração, aprende a ouvir e aprimora a capacidade representativa e simbólica por meio da escrita e das imagens”, explica Auricema Rorato Gonçalves, coordenadora educacional da Prefeitura de Ribeirão Pires, região metropolitana de São Paulo.
As crianças devem ter contato com livros diferentes, como os de pano e até baú de brinquedos. A leitura deve ser realizada pelos pais ou por quem fica mais tempo com elas - dando preferência a livros de vários gêneros - e também pela escola, a principal responsável pelo aprendizado. Segundo a coordenadora educacional, é melhor dar preferência aos exemplares com letras e tamanhos maiores, mais fáceis para que elas visualizem palavras e imagens. Os mais coloridos e mais resistentes podem permanecer na mão da criança para que ela possa puxar, deitar e rolar com o livro.
A jornalista Adriana Banin, de 38 anos, conta que a filha, Isabela da Silva Banin, de 4 anos, foi habituada desde bebê com livros. “Comprávamos livros infantis com detalhes nas imagens, cores, formas e sons. Sempre a coloquei no meu colo para ler e, assim, ir acompanhando as figuras. Em casa temos muitos livros, uma estante repleta, e há muita leitura infantil, desde a fase em que eu era criança. Lemos uma história por dia. Ela já decifra letras, mas não associa ainda, apenas se são nomes que ela já conhece, de amigos e familiares. Outro hábito que criei foram os quebra-cabeças desde pequena. Além das revistas de atividades, não ficamos apenas nas de colorir”, comenta.
A leitura aumenta o conhecimento sobre a linguagem escrita e habitua as crianças ao seu estilo formal, a sentir emoções, viajar pelos próprios pensamentos, encontrar respostas para algumas de suas curiosidades e aprender ainda mais a identificar as cores. “Por meio da leitura, a criança conhece as características de cada gênero e diferencia a linguagem oral da escrita. Outro ponto fundamental é que a leitura auxilia na organização do pensamento”, diz Auricema.
Não reprima a criança no momento em que ela estiver manuseando os livros, as frases “não rasgue”, “tome cuidado” ou “só um livro por vez” podem causar traumas e criar um bloqueio nos próximos contatos com cada exemplar. A criança, e futura leitora, até os 2 anos tem o ritmo do cérebro mais acelerado e, se a leitura for estimulada nesse período, com o passar do tempo terá mais facilidade e substituirá naturalmente por textos mais complexos.
Procure sentar com a criança para fazer a leitura no momento em que ela estiver mais calma. A ocasião deve ser algo agradável para elas. Se por ventura pronunciarem alguma palavra errada, não pare a leitura pra corrigir. Aproveite essas oportunidades junto ao seu filho para encorajá-lo, falar palavras de pensamento positivo e de incentivo. Caraúbas

O onipresente Google ataca agora no mercado editorial online

Líder em buscas na internet lança em junho sua livraria digital, com o intuito de rivalizar com Amazon e Apple

Por Leandro Duarte
 
A pergunta que mais se faz no mundo virtual (e no real também) é “Onde o Google vai parar?” Após os incontáveis investimentos em diversos serviços na internet, a empresa de Larry Page e Sergey Brin agora avança suas garras no mercado editorial online, com o lançamento de uma livraria digital, em junho próximo, de acordo com informação do diário norte-americano Wall Street Journal, confirmada pela diretora de parcerias estratégicas do Google, Amanda Edmonds, durante a convenção Tools of Change for Publishing (Ferramentas de Mudança para Publicação), em Frankfurt, na Alemanha. 
A já batizada Google Editions, que inicia suas operações com uma base de 12 milhões de livros digitalizados, chega com um grande diferencial em relação a seus concorrentes, a Amazon e a Apple:  os e-books poderão ser lidos em diferentes plataformas, como laptops e smartphones, o que não acontece com seus rivais, que possuem dispositivos exclusivos (e-readers), Kindle e iPad, respectivamente.
A empresa considera o atual modelo de mercado editorial de livros muito complexo, já que o consumidor precisa adquirir um aparelho só para ler uma publicação. Por isso, o desenvolvimento do projeto foi focado na possibilidade de oferecer ao leitor diversas opções de hardwares.
Serão três os modelos de negócios da Google Editions: comprar direto na biblioteca online Google Books, em uma loja virtual parceira ou direto no site da editora da obra. O lucro será partilhado entre a editora, o Google e a loja (quando o negócio for feito nesta modalidade).
De acordo com um relatório do banco suíço de investimentos Credit Suisse, as vendas de livros eletrônicos passarão da casa de 1 milhão de unidades, registradas em 2008, para 32 milhões, em 2014. Caraúbas
 

Parabens Mona Liegy

A equipe IMPORT FRANCE deseja que as suas iniciativas prosperem e se realizem da melhor maneira possível, que você tenha sempre disposição para lutar por seus objetivos e garra para novas conquistas. Caraúbas RN,

Teste: Identifique a postura de liderança do seu chefe

Responda as questões abaixo, imaginando o comportamento do seu chefe ou a si mesmo:
1 - Quando ocorre algum problema e a expectativa do seu chefe não é atingida, qual a reação dele?
a) Chama toda equipe, apresenta os resultados ruins, busca o comprometimento, bem como as ideias de todos ou dos responsáveis, para que assumam um desafio gerido por ele
b) Chama toda equipe e pede para que os responsáveis assumam a culpa na frente de todos. Depois faz uma reunião só com os responsáveis
c) Demite os responsáveis
2 - Quando o seu gestor fala sobre seu desempenho?
a) Periodicamente, sempre que a empresa exige ou quando percebe diferença no meu comportamento, tanto de forma positiva quanto negativa
b) Sempre que considera necessária a melhora do meu desempenho
c) Nunca fala sobre desempenho
3 - Como você percebe o humor do seu gestor?
a) Normalmente não oscila muito, mas quando acontece, ele nos prepara, dizendo que não está bem
b) Normalmente oscila de humor conforme as situações que vivencia. Por exemplo: quando as coisas estão bem, brinca com todos, quando não estão, é difícil conversar com ele
c) Ele é sempre igual, misterioso, e tem pouco contato seus subordinados
4 - Como você imagina a avaliação que seu gestor faz de você?
a) Avalia a minha responsabilidade com minhas tarefas, o resultado do meu trabalho e meu histórico no tempo em que estou na empresa
b) Ele avalia por casos e não por histórico. Ou seja, se fiz um bom trabalho, sou bom, se amanhã não conseguir entregar o que ele me pediu, já não atendo mais às expectativas
c) Nem imagino o que ele pensa sobre mim
5 - Quais sentimentos são mais próximos dos que sente pelo seu gestor?
a) Admiração, respeito e confiança
b) Respeito, medo em alguns momentos e confiança
c) Raiva e admiração técnica
Confira:
Para cada letra deve ser atribuído um valor:
a = 2; b = 1; c = 0
Resultado:
De 7 a 10 pontos - Liderança participativa:
Este estilo de liderança é o mais inteligente e o que traz mais resultados para qualquer grupo. O líder é firme, não permite que seus problemas pessoais interfiram em sua gestão. Quando percebe que estes problemas estão atingindo o trabalho, esclarece e pede a compreensão de todos. Porém, não deixa de cobrar resultados.
De 6 a 3 pontos - Liderança opressora ou autoritária:
Este estilo de liderança em muitas situações é eficiente, mas a durabilidade é pouca, ou seja, as pessoas não respeitam quem não às respeita. Elas não conseguem se desenvolver profissionalmente. Com isso, só ficam sob este tipo de gestão os menos eficientes ou quem tem uma relação de gratidão muito forte.
De 2 a 0 pontos - Sem liderança:
Não faz gestão. Caraúbas

Parabens Brenda Carlos

A equipe IMPORT FRANCE deseja que as suas iniciativas prosperem e se realizem da melhor maneira possível, que você tenha sempre disposição para lutar por seus objetivos e garra para novas conquistas.

Como se comportar em uma entrevista de emprego

Não é só um bom currículo que conta na hora de conseguir um emprego. Alguns hábitos e posturas são cruciais para a tão esperada contratação

Por Elliana Garcia
O telefone toca e eis que vem uma boa notícia. O chamado é para uma entrevista de emprego que vinha sendo muito aguardada. A alegria, no entanto, se mistura com ansiedade e as dúvidas surgem: Como se vestir? O que falar? Como se comportar? Perguntas que fazemos a nós mesmos e que não são banais. As respostas contam sim muitos pontos e podem ser decisivas para a contratação.
A psicóloga Liliane Santiago, que atua com recrutamento e seleção de pessoas, diz que não é só um bom currículo que conta na hora de contratar um profissional. A maneira de se vestir, a postura e alguns hábitos contam pontos contra ou a favor do candidato.
Que roupa vestir para uma entrevista? A primeira pergunta que o candidato se faz quando é chamado para uma entrevista de emprego costuma ser “Como vou me vestir?” A psicóloga de Recrutamento e Seleção Liliane Santiago diz que depende da vaga. “Quanto maior for o cargo, maior será a exigência com a apresentação pessoal. Se a vaga for operacional, como de recepção, para mulheres, por exemplo, não há necessidade de usar um terninho, mas é sempre bom compor um visual mais “social”, mesmo de jeans, e não usar salto muito alto”, explica.
Outro conselho é não comprometer o visual com acessórios inadequados. “Colar, anéis e pulseiras devem ser discretos. Já os piercings e alargadores de orelhas devem ser evitados, assim como qualquer outro acessório extravagante”, diz Liliane, destacando que os itens que depõem contra o candidato são muitos: “Jamais, em hipótese alguma, use decotes, saias curtas, chinelos ou sandálias rasteiras, tênis, bermuda, boné, camisas de time, de bandas ou de propagandas. Lembre-se de que é a primeira impressão que a empresa terá de você.”
Como se maquiar na hora de disputar uma vaga?
Todo cuidado é pouco com a maquiagem. Ela deve ser leve e sutil, diz  Liliane. “Uma sombra clara, pó compacto de acordo com o tom da pele, um batom de cor clara e um lápis no olho já é o suficiente”. O mesmo vale para a cor do esmalte. “Dê preferência aos de cores claras. Esmalte escuro não depõe desnecessariamente contra o candidato, mas, dependendo da tonalidade, passa um aspecto grosseiro”, afirma ela.
Como controlar o nervosismo? 
Em uma entrevista de emprego há aqueles que falam monossilabicamente e outros que falam sem parar. Como saber o momento certo de continuar ou de colocar um ponto final na conversa?  De acordo com Liliane, é comum o candidato falar demais quando é solicitado, pois está muito ansioso: “É importante respirar e pensar antes de falar, ser objetivo, não repetitivo, e evitar gírias e vícios de linguagem. Já quem fala monossilabicamente se expõe menos, porém, também é menos visto pelo avaliador. Portanto, a dica de pensar antes de falar e ser objetivo vale para esses também”.
Tique nervoso
Os tiques nervosos como roer unha, balançar muito o pé, bater os dedos na mesa, podem ser um ponto negativo na hora da entrevista, salienta a psicóloga, que acrescenta: “Em geral o selecionador sabe que uma entrevista de emprego é uma situação estressante e que tende a revelar algumas coisas, porém, é também uma oportunidade para o candidato mostrar o seu autocontrole. Portanto, tente evitar qualquer um desses tiques.” Caraúbas

Parabens Letinha Fernandes

A equipe IMPORT FRANCE deseja que as suas iniciativas prosperem e se realizem da melhor maneira possível, que você tenha sempre disposição para lutar por seus objetivos e garra para novas conquistas. Caraúbas RN

Pedofilía - Caraúbas RN

A pedofilia é um dos mais abomináveis crimes perpetrados pelo ser humano. Os pedófilos vestem toga, terno, batina e estão disseminados no mundo inteiro, em todas as classes sociais.

O Brasil começou a combater com mais eficácia esse tipo de crime quando os conselhos tutelares de crianças se espalharam a partir de 2000 e foi promulgada a lei 11.829/2008 que tornou crime a aquisição e posse de material pornográfico infantil e outras condutas relacionadas à pedofilia na internet.

Apesar de alguns avanços, as vítimas de abuso sexual demoram a falar sobre o assunto ou jamais o fazem, sobretudo quando o crime envolve parentes.

É necessário que a população seja incentivada a denunciar cada vez mais, mas de nada adiantam as denúncias se elas não forem apuradas com absoluto rigor.

Assim, é fundamental que se realizem as gestões necessárias para investigar todas as denúncias e que se punam os responsáveis.

Afinal, não se pode manter impunes os que atentam contra a integridade física e psicológica de crianças e adolescentes cuja responsabilidade é da família, da sociedade e do Estado.

ANTONIO BULHÕES, deputado federal pelo PRB/SP

Parabens Raissa Medeiros

A equipe IMPORT FRANCE deseja que as suas iniciativas prosperem e se realizem da melhor maneira possível, que você tenha sempre disposição para lutar por seus objetivos e garra para novas conquistas. Caraúbas RN

Pesquisa sobre aborto - Caraúbas

O aborto no Brasil é uma prática mais comum do que se imagina. Esse foi o resultado encontrado na primeira Pesquisa Nacional sobre Aborto (PNA) publicada na “Revista Ciência & Saúde Coletiva” no fim do mês passado.
A partir dos questionários respondidos por cerca de 2 mil mulheres de 18 a 39 anos que vivem em centros urbanos se concluiu que aproximadamente uma em cada sete mulheres até 39 anos já fez aborto e que cerca de uma em cada cinco mulheres na faixa de 35 a 39 anos também já abortou pelo menos uma vez na vida.
Cerca de 60% das pesquisadas interromperam a gestação no ápice do período reprodutivo, entre 18 e 29 anos.
O objetivo do estudo foi quantificar o número de abortos no País, já que até então não existiam dados a respeito. “A pesquisa abriu o caminho.
Se tornou o ponto de partida para outros estudos serem desenvolvidos”, afirma Marcelo Medeiros, professor do departamento de Sociologia da Universidade de Brasília e um dos autores do trabalho.
Segundo a análise, o perfil da brasileira que aborta é composto principalmente por mulheres casadas, já com filhos e com baixa escolaridade. “A mulher que aborta pode ser sua vizinha, mãe, amiga ou irmã”, diz Medeiros.
A pesquisa divulgou ainda um dado preocupante: metade das mulheres que se submeteram a um aborto precisaram ser internadas em estado grave.
“A criminalização não detém a prática e faz com que a mulher se submeta a condições inseguras e clandestinas”, alerta o professor.
As consequências podem ser sérias e irreversíveis, e vão desde hemorragia e
esterilidade até a morte.
De acordo com o ministério da Saúde, o aborto é o quarto na lista das causas de mortalidade entre gestantes.
Para o pesquisador, se essas internações fossem tratadas como questão de saúde pública os índices poderiam ser minimizados.
“Seria necessário uma política nacional em três passos: espalhar contraceptivos; distribuir contraceptivos de emergência e pílulas do dia seguinte para as mulheres que necessitarem; e, em última instância, fazer o aborto em condições seguras e com supervisão médica”, propõe Medeiros.