quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Wall Street fecha em baixa, apesar de indicadores sólidos


NOVA YORK - A Bolsa de Nova York fechou em baixa nesta quarta-feira, apesar da publicação de indicadores alentadores, penalizada por um fortalecimento do dólar e uma nova alta das taxas obrigatórias: o Dow Jones perdeu 0,17% e o Nasdaq, 0,40%.
O Dow Jones Industrial Average cedeu 19,07 pontos, a 11.457,47 unidades, enquanto o Nasdaq, de forte componente tecnológico, perdeu 10,50 pontos, a 2.617,22.
O índice ampliado Standard & Poor's 500 retrocedeu, por sua vez, 0,51% (6,36 pontos), indo para 1.235,23 unidades.
"Os números econômicos foram bons, mas o mercado não se comporta tão bem", constatou Hugh Johnson, da Hugh Johnson Advisors.
O mercado apagou seus lucros desde a manhã, ao mesmo tempo em que o dólar se fortalecia e as taxas de bônus do Tesouro registravam uma nova alta.
Esta queda do mercado de obrigações - onde os rendimentos dos bônus evoluem em direção oposta aos preços - "questiona a eficácia da condescendente política monetária do Federal Reserve (Fed). O Fed perde sua autoridade", estimou Hugh Johnson.
O rendimento do bônus do Tesouro a 10 anos subiu para 3,520%, contra 3,455% de terça-feira à noite, e do bônus a 30 anos para 4,598%, contra 4,556%.
"O fortalecimento do dólar criou uma aversão ao risco" entre os investidores, destacou Peter Cardillo, da Avalon Partners.
A moeda americana aproveitou as dificuldades do euro enquanto a agência de avaliação financeira Moody's ameaçou rebaixar a nota da Espanha, voltando a colocar em primeiro plano as dificuldades orçamentárias da zona do euro, na véspera de uma cúpula da União Europeia.
Esses fatores deixaram em segundo plano as estatísticas econômicas alentadoras publicadas nesta quarta-feira. A atividade industrial na região de
Nova York registrou uma alta em dezembro, segundo o índice "Empire State" publicado pelo Fed. A produção industrial nos Estados Unidos seguiu o mesmo caminho em novembro, e progrediu 0,4% em relação ao mês anterior.
O setor da indústria foi um dos mais resistentes. O fabricante de equipamentos mecânicos Caterpillar (+%, a 94 dólares), influenciou, em grande medida, para limitar as perdas do Dow Jones.
Por outro lado, a inflação se manteve contida após a diminuição inesperada do consumo em novembro.

Espanha inaugura cúpula para celebrar os 103 anos de Niemeyer


AVILÉS, Espanha  - Em homenagem aos 103 anos do arquiteto brasileiro, a Espanha inaugurou nesta quarta-feira a cúpula do Centro Niemeyer, que está sendo construído em Avilés (Astúrias, norte).
Niemeyer presenteou Astúrias com os planos deste centro cultural em 2005.
Foi um projeto "que fiz com muito prazer, com muito cuidado", disse Niemeyer na inauguração, em um vídeo distribuído à imprensa, por não conseguir falar ao vivo por videoconferência devido a uma falha técnica.
"A ideia é sempre fazer algo diferente e buscar o efeito surpresa", acrescentou o arquiteto, que dirigiu o projeto a distância, já que sua idade o impediu de viajar à Espanha.
Niemeyer lembrou que seguiu as regras de sempre, fugindo das linhas retas, e mostrou-se contente com o desenvolvimento do projeto, "já que os arquitetos que o fizeram sobre o terreno foram muito fieis" à ideia original.
A inauguração da cúpula do Centro quis ser uma homenagem ao arquiteto em seu aniversário, ao mesmo tempo em que serviu para a primeira cerimônia do programa das Nações Unidas "Impacto Acadêmico", apresentado por seu presidente Ramu Damodara, junto ao secretário-geral da Organização do Turismo, Taleb Rifai, e o presidente regional de Astúrias, Vicente Areces.
A inauguração da cúpula, um grande semicírculo imaculado sobre a construção que servirá de museu, é o penúltimo passo antes da abertura, em março, do Centro Niemeyer, com capacidade para receber mil pessoas.
"É um centro de imensa qualidade para a maioria das pessoas", lembrou Areces, ressaltando as fortes convicções sociais de seu criador.
O design do centro foi um presente de Niemeyer, criador de Brasília, pelo 25º aniversário, em 2005, da Fundação Príncipe de Astúrias, que concede os prêmios de mesmo nome, com um dos quais, o das Artes, foi premiado em 1989.
"Foi o primeiro (complexo construído por Niemeyer) na Espanha", lembrou o centenário arquiteto em sua gravação, que afirmou em algumas ocasiões ser, talvez, seu projeto mais importante na Europa.
Os incentivadores do centro, entre eles várias instituições, esperam que o Centro Niemeyer sirva para a regeneração e modernização de Avilés semelhante à que permitiu a construção do museu Guggenheim em Bilbao (País Basco, norte).

Inter de Milão goleia Seongnam e chega à final do Mundial de Clubes


ABU DABI, Emirados Árabes Unidos  - O Inter de Milão atenuou sua crise e selou passagem à final do Mundial de Clubes, nesta quarta-feira contra o sul-coreano Seongnam Ilhwa (3-0); enfrenta na final de sábado o 'Tout Puissant' Mazembe, do Congo.
Sem espaço para surpresa, o campeão italiano e europeu encaminhou a partida rapidamente, com um gol do sérvio Dejan Stankovic aos três minutos, seguido pelos argentinos Javier Zanetti (32) e Diego Milito (73), em uma partida sem sobressaltos para os favoritos.
Com esta vitória, o futebol europeu, que se tornou campeão nas três últimas edições, alcança sua sexta final consecutiva e pode aproveitar a surpreendente eliminação, na terça-feira, do Inter de Porto Alegre, para romper a igualdade 3-3 com a América do Sul em número de prêmios nesta competição.
Mas, acima de tudo, a vitória dos italianos tem um significado interno e serve como uma lufada de ar fresco, pelo menos por três dias, para seu treinador, o espanhol Rafa Benitez, ameaçado com uma possível demissão pela crise atravessada pelo clube, que ocupa a sétima posição da tabela a treze pontos (mas com uma partida a menos) do líder e arquirrival Milan na Série A italiana.
Após suas últimas derrotas (Lázio 3-1 na Liga, Werder Bremen 3-0 na Liga dos Campeões), o Inter voltou a encontrar a vitória e buscará, contra o surpreendente Mazembe, na grande final de sábado seu quinto título da temporada.
A partida não começou precisamente bem para os italianos, com a lesão do holandês Wesley Sneijder já no primeiro minuto, o que o obrigou a sair, queixando-se da perna esquerda e sendo substituído pelo brasileiro Thiago Motta.
Mas a preocupação durou pouco e Stankovic, aos 3 minutos, abriu o placar após aproveitar uma bola que a defesa asiática deixou de pegar na entrada da área, para que o sérvio chutasse direto na rede dos coreanos.
Apesar do golpe inicial, o Seongnam não perdeu a organização e manteve sua tática conta o Inter, tonando mais difícil para o time italiano encontrar espaços e chegar com facilidade ao gol asiático.
O macedônio Goran Pandev (20) teve uma chance após uma tabela entre Samuel Eto'o e Diego Milito, mas seu chute foi parado pelo sul-coreano Jung Sung-Ryong.
Aos 32 chegou o gol da tranquilidade para o Inter. Zanetti se apoiou em seu compatriota Milito, que passou uma bola de ouro na área, para que o capitão da equipe mandasse direto para o gol.
O Seongnam tentou sobretudo com bola parada e quase sempre por meio de seu astro colombiano Mauricio Molina, essencial na vitória das quartas sobre o Al Wahda (4-1), e que quase marcou por duas vezes (35 e 45+2).
No segundo tempo, o Inter saiu decidido a não assumir riscos desnecessários, consciente das dificuldades de seu rival na elaboração do jogo, e reforçou a atuação no centro do campo, diminuindo o ritmo da partida.
Aos 60, Eto'o quase marcou o terceiro gol, mas o passe de Stankovic foi interceptado pela defesa dos sul-coreanos, que não se renderam e seguiram buscando diminuir a diferença, algo que quase conseguiram aos 66 minutos, quando Jo Jae-Cheol surpreendeu com um chute que passou pouco acima do gol.
O gol de Milito (77), que aproveitou um rebote na área, após um disparo cruzado de Eto'o, liquidou completamente as esperanças dos asiáticos e permitiu que os italianos deixassem o cronômetro correr, com a cabeça no próximo adversário, o Mazembe, que enfrentam na primeira final Europa-África da história da competição.

Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, é eleito a personalidade do ano

O título foi concedido, de acordo com a revista, devido ao papel do Facebook, que já conectou meio bilhão de pessoas


São Paulo – “Por conectar mais de meio bilhão de pessoas e mapear as relações sociais entre elas; por criar um novo sistema de troca de informações; e por mudar a forma como todos nós vivemos nossas vidas, Mark Elliot Zuckerberg é a Pessoa do Ano de 2010 da Time.”
Assim a revista norte-americana justifica a escolha do fundador e atual presidente-executivo do Facebook para o título mais importante concedido anualmente pela publicação. Zuckerberg bateu nomes como o do criador do site WikiLeaks, Julian Assange, e do movimento conservador de ultradireita norte-americano Tea Party (apesar do nome, a edição especial da Time pode destacar um casal, grupo, ideia, lugar ou máquina, além de uma pessoa).
Para os editores da revista, o jovem de 26 anos, “mais do que qualquer outra pessoa”, está no centro de uma evolução na forma como nos conectamos com outros indivíduos e instituições.
“Há uma erosão na confiança nas autoridades, uma descentralização do poder e ao mesmo tempo, talvez, uma fé maior no outro. Nosso senso de identidade é mais variável, enquanto nosso senso de privacidade está se expandindo. O que antes foi considerado íntimo agora é compartilhado entre milhões”, diz o editorial da revista, assinado por Richard Stengel.
Criado por Zuckerberg em parceria com colegas de quarto da faculdade, em 2004, o Facebook caminha hoje para a marca de 600 milhões de usuários ativos, conectando quase um décimo de todo o planeta. Diariamente, cerca de um bilhão de novos conteúdos são publicados na rede social. Se fosse um país, o site seria o terceiro maior do mundo em população, atrás apenas de China e Índia.
Pouco mais de seis anos depois de fundar o Facebook, Zuckerberg este ano conseguiu superar o presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, 55, na lista dos mais ricos dos Estados Unidos, divulgada pela revista Forbes. Com uma fortuna estimada em US$ 6,9 bilhões, Zuckerberg foi o nome cujo patrimônio mais cresceu em um ano – o ganho foi de 245%. No início de outubro, o jovem já havia sido eleito pela revista Vanity Fair a pessoa mais influentes da chamada Era da Informação.
Figura controversa, Zuckerberg é retratado como um jovem inteligente e tímido, mas ao mesmo tempo ambicioso e controverso, no livro “The accidental billionaires: the founding of Facebook, a tale of sex, money, genius and betrayal” (“Bilionários por acaso: a criação do Facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição”), de Ben Mezrich.
A história de que o jovem teria roubado a ideia de desenvolver uma rede social de ex-colegas de Harvard, universidade que acabou abandonando, foi parar nos cinemas de todo o mundo este ano. "A Rede Social", dirigido por David Fincher e inspirado no livro de Mezrich, é um dos grandes favoritos para o Oscar, e recebeu seis indicações no Globo de Ouro.
A revista Time escolhe uma Pessoa do Ano desde 1927 e sempre faz questão de ressaltar que o título não se trata de um prêmio ou uma recompensa, concedida a pessoas admiráveis. O destaque é dado, na verdade, como forma de reconhecimento à pessoa que “para o bem ou para o mal, mais influenciou eventos no ano”. O líder nazista alemão Adolf Hitler, por exemplo, foi a Pessoa do Ano de 1939.
Stengel assinala ainda que o Zuckerberg está com 26 anos, a mesma idade em que a rainha Elizabeth, do Reino Unido, recebeu o prêmio de personalidade do ano, em 1952. “Mas, diferentemente da rainha, ele não herdou um império; ele criou um”, salienta.
Escolha do público
Antes de anunciar a edição especial com o perfil da Pessoa do Ano, a Time abriu uma votação pela internet para que o público apontasse a personalidade preferida. A revista deixou claro que escolha editorial poderia ou não condizer com a escolha dos internautas.
Na votação popular, o nome mais indicado foi o de Julian Assange, criador do site WikiLeaks, que desde o fim de novembro vem publicando uma série de telegramas confidenciais redigidos por diplomatas norte-americanos.
Stengel, da Time, compara os dois principais concorrentes ao reconhecimento. “De certo modo, Zuckerberg e Assange estão dos dois lados de uma mesma moeda. Ambos expressam o desejo de abertura e transparência. Enquanto Assange ataca grandes instituições e governos através da transparência involuntária com o objetivo de tirar o poder deles, Zuckerberg habilita as pessoas a voluntariamente compartilhar informações com a ideia de dar poder a eles. Assange vê o mundo cheio de inimigos reais e imaginários; Zuckerberg vê o mundo repleto de potenciais amigos. Ambos tem um certo desdém com a privacidade: no caso de Assange porque ele sente que ela faz o mal florescer; no caso de Zuckerberg porque ele a vê como um anacronismo, um impedimento para uma conexão mais eficiente e aberta entre as pessoas”.

Profissão: gerente de inovação sênior recebe até R$ 300 mil por ano



São Paulo – O crescimento do mercado consumidor brasileiro aliado à ascensão das classes C e D deflagrou uma reviravolta dentro das empresas. Agora, elas precisam ter atenção redobrada para seu setor de desenvolvimento de produtos.
Num cenário onde as ideias não podem ser produzidas em série, emerge a figura do gerente de inovação. Com franca experiência em marketing, esse profissional tem a função de mapear lacunas no mercado para criar novos produtos.
O cargo, relativamente novo, exige uma visão apurada dos negócios da empresa e um profundo entendimento do mercado consumidor.
“O gerente de inovação tem um forte relacionamento com pesquisa e desenvolvimento”, afirma Renata Filippi Lindquist, consultora da Mariaca. “Para desenvolver novas marcas e conceitos, ele precisa ir mais fundo em pesquisa de mercado”.
De acordo com ela, o cargo em ascensão nas grandes e médias empresas garante remuneração anual média de 300 mil reais para profissionais com senioridade elevada.

Oceanógrafos estão bem cotados no setor de petróleo



São Paulo – Para reduzir impactos ambientais, indústria do petróleo procura oceanógrafos. Com cerca de mil formados por ano e 14 cursos de graduação no país, a carreira de oceanografia é uma opção para profissionais que desejam trabalhar com pesquisa em áreas costeiras e oceânicas.

A rotina de trabalho dos oceanógrafos é baseada na verificação de espécies animais e vegetais em áreas marítimas. O profissional é transportado de embarcação para coleta de materiais nos mares e nas praias para analisar e tirar conclusões sobre a situação do meio ambiente.

“No setor público, os oceanógrafos têm oportunidades em instituições como Petrobras, IBAMA, Instituto Chico Mendes, INPE, além de companhias privadas ligadas ao setor petrolífero ou de  licenciamento ambiental” afirma Luiz Carlos Krug, coordenador do curso de graduação da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Segundo o professor, o crescimento da exploração das reservas do Pré-sal e de outros poços de petróleo aumentam a demanda de pesquisa dos impactos ambientais na região costeira brasileira.

Em 2010, em média, os concursos públicos ofereceram salários de até 8,4 mil reais para cargos de oceanografia. No início de carreira, explica o professor, a média de remuneração é de cerca de 2,2 mil reais.

Consultoria cria modelo para identificar potencias clientes

Por Taigo Terra

Ferramenta lançada pela Intrabase, o BCB, denomina ações relevantes para cada região

BCB: ferramenta permite o direcionamento das estratégias de marketing
Rio de Janeiro - Na eterna busca das marcas pelo consumidor, a Intrabase lança uma ferramenta capaz de identificar microrregiões nos municípios brasileiros para direcionar estratégias de marketing. Com estas informações, as empresas conseguem levar serviços relevantes de acordo com o perfil de consumo em cada canto do país, de acordo com classe social, renda, despesas, entre outras 
O trabalho do BCB, criado pela Intrabase, é mostrar que dentro dos 40% de domicílios da classe C no Brasil existem perfis de comportamento de consumo diferenciados que podem ser oportunidades para empresas de diversos segmentos. A ferramenta de costumer retail utiliza o georreferenciamento para mapear um prospect dentro de uma região específica, verificando qual o cliente que tem o perfil de consumo ideal para determinada categoria de produto ou serviço.
Por outro lado, após reunir as informações do futuro cliente, a BCB junta os dados de consumo com a performance da empresa, visando enxergar as oportunidades e as fraquezas do mercado - informações que ajudam no processo estratégico de qualquer companhia. As microrregiões encontradas nas capitais e regiões metropolitanas do Brasil com alta concentração da classe C totalizam 15% dos domicílios do país.
Comportamento e consumo em domicílios
Deste total, 60% são da classe C. Neste universo, a ferramenta da Intrabase detectou 57% de penetração de cartão de crédito. Nas microrregiões com menor penetração deste serviço, 79% dos domicílios têm despesas com pagamento a prazo, o que demostra uma oportunidade clara para as empresas de cartão de crédito.
Assim como é possível analisar o comportamento e o consumo de produtos e serviços financeiros nos domicílios brasileiros, a ferramenta identifica o potencial de segmentos como o varejo, com indicadores para roupas, calçados, acessórios, eletro-eletrônicos e móveis. Em outras palavras, a empresa que utiliza esse serviço determina o “mix” que servirá como fonte de informação micro-regionalizada.
Entre o que é coletado pelo BCB estão nível de renda, consumo de telefonia fixa, DDD, poupança, endividamento, despesas com produtos financeiros, plano de saúde, previdência, automóvel e média de gastos com cartão ou cheque. “Controlando o grau de assertividade da ferramenta, se consegue trazer para qualquer mix de produtos uma estigmativa de cada região”, garante Lia Tomboline, gerente de consultoria da Intrabase.
Oportunidades de mercado
Para o mercado de beleza, por exemplo, a ferramenta ajuda na segmentação de produtos de higiene, perfume, cremes, shampoo e tudo o que pode ser encontrado em um domicílio. Na avaliação do BCB em 2009, constatou-se que a classe C é a que mais gasta em cosméticos no Brasil, cuja concentração é na região Nordeste. “Por isso que as estratégias de comunicação não podem se espelhar umas nas outras. Para adquirir força de vendas é preciso que a marca esteja de acordo com a relevância para cada microrregião”, afirma Lia.
Um dos maiores bancos do país já utilizada a ferramenta. O projeto em fase inicial com foco em cartão de crédito identificou que 58% dos domicílios da classe C têm o plástico e onde há menor penetração há uma tendência de financiar mais as compras. Em média, os gastos por mês em compras a prazo ou no cartão de crédito chegam a R$ 538,00.
A comparação feita entre todas as microrregiões do país oferece informações preciosas para segmentos diversos. “Se existe o financiamento de um imóvel, este consumidor pode ter um cartão de crédito também. Em regiões com alta penetração de classe C, ainda é baixo o índice de penetração desse serviço. Mas, no Sul a classe C tem maior potencial de consumo que no Norte e Nordeste”, explica a Gerente da Intrabase.
Perfil de consumo
Há microrregiões no Sul do país, que tem baixa penetração de cartão de crédito (49%) e de outros produtos financeiros como financiamento de imóvel e empréstimos nas que 81% dos domicílios fazem algum pagamento a prazo. Porém, nestas microrregiões a despesa mensal por domicílio e a renda são similares às de outras microrregiões da mesma região Sul ou do Sudeste, com maior participação de produtos financeiros. “O percentual de domicílios que efetivamente fazem pagamento a prazo têm um carnê, ou outro meio que não o cartão, o que significa a perda de oportunidade para empresas de cartões”, diz Lia.
A ferramenta permite também enxergar um cliente atrativo para um produto qualquer passando primeiro pelas informações de mercado, onde o serviço ou produto tem penetração e potencial específico para cada necessidade. “Fazemos uma clonagem para dimensionar todas as regiões com a mesma característica e as mesmas oportunidades. Assim mapeamos microrregiões com atrativos que tenham o perfil de consumo que uma empresa procura”, conta Lia. Até para fechar projetos de parceria a ferramenta consegue direcionar para o melhor segmento. Com a BCB, empresas podem procurar parcerias com informações mais detalhadas, priorizando lugares e otimizando o trabalho desenvolvido.
É possível trabalhar com as informações da carteira de clientes assim como microrregionalizar e relacionar com as caracteristicas do cliente. São duas opções: usar somente as informações adquiridas ou as que já existem. “Depois disso, criamos uma matriz para direcionar a aquisição de prospects. Esta ferramenta pode ser usada nos segmentos de farmácias, viagens, supermercado, vestuário, casa & lazer, além dos mistos, o que inclui interesses especificos”, completa Lia Tomboline, gerente de consultoria da Intrabase.

Nokia E7 fica pro ano que vem.



Os últimos aparelhos com o sistema operacional Symbian foram apresentados ao mundo neste ano, mas um integrante destes novos aparelhos vai ficar só pro ano que vem, o corporativo E7. Segundo a empresa, o slider deve ganhar as lojas já no começo de 2011, um atraso que não é novidade para estes novos smartphones, pois o próprio N8 atrasou antes de nascer.
O problema, segundo a Nokia, está na questão da durabilidade do aparelho, que foi descoberto durante sua produção. Pode ser uma boa notícia, pois ao contrário de algumas empresas, a Nokia parece estar testando seus produtos antes de lançar no mercado e descobrir alguma falha. E ai, vale comprar um Nokia agora com o mal falado Symbian ou esperar pelo Meego?

Globo fecha com Net 4ª cota da Stock Car 2011

Ipiranga não renova compromisso cujo pacote envolve CEF, GM e Itaipava

A Rede Globo de Televisão encerrou as vendas para as transmissões da competição Stock Car 2011. A Net Serviços adquiriu a quarta cota e assumiu o lugar da petrolífera Ipiranga, que optou pela não renovação do compromisso. Cada cota custou R$ 9,2 milhões e os demais patrocinadores são a Caixa Econômica Federal, cerveja Itaipava e a montadora General Motors. Cada anunciante terá mais de 500 inserções nas transmissões que começam no dia 26 de março e têm encerramento marcado para 6 de outubro, sempre aos domingos, na grade do Esporte Espetacular.

por Paulo Macedo

Antarctica inaugura Bar da Boa no Rio

Primeiro espaço-conceito da marca será inaugurado nesta sexta-feira (17)


A Antarctica inaugura nesta sexta-feira (17), no tradicional bairro boêmio da Lapa, no Rio de Janeiro, o Bar da Boa, um espaço-conceito que pretende materializar os principais atributos da marca: agregador, descontraído, democrático e de qualidade. O estabelecimento ocupa uma das esquinas mais nobres do bairro, da Rua Mem de Sá com a Lavradio, sendo completamente reformulado e ganhando a cara e o jeito da Antarctica.

Para divulgar o evento, a PBW Marketing desenvolveu ação com simpáticos pingüins, representados por homens e mulheres, que invadiram as areias cariocas no fim de semana passado. Na próxima sexta-feira, os pingüins novamente entram em cena no centro do Rio para relembrar a chegada do Bar da Boa, no bairro da Lapa.
"O Bar da Boa é um sonho antigo da marca e, principalmente, uma retribuição ao carinho e a preferência do consumidor carioca. Tudo no bar, desde a localizão à decoração e as atrações, foi pensado para agradar o nosso público e deixá-lo o mais confortvel possível. Nosso objetivo é que o Bar da Boa seja um ponto de encontro de 'diretorias' e que todos se sintam em casa", explica Sandro Langer, gerente de trade marketing de Antarctica.

A dobradinha boa cerveja e bom samba vão além dos elementos cenográficos. A agenda vai mesclar artistas consagrados com novos talentos do samba.  Durante três dias por semana, o publico poderá se divertir gratuitamente ao som de rodas de samba, que se apresentarão das 19h até as 22h. O empreendimento será operado pelo empresário carioca Alexandre Serrado, proprietário de casas como a Melt e Skipper.

No dia 17, Marcelo D2 inaugura o espaço e no dia 20 o Bar da Boa receber a cantora Martnália. Os shows serão gratuitos e acontecerão a partir das 20h.

Começa processo seletivo do patrocinador de telecomunicações da Rio 2016



Documentos já estão disponíveis na sede do Comitê Organizador dos Jogos do Rio
As empresas habilitadas para participar do processo seletivo que definirá o patrocinador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 na categoria Telecomunicações já podem retirar a documentação necessária na sede do Comitê Organizador dos Jogos do Rio. Podem concorrer empresas de telecomunicações que tenham faturamento anual superior a R$1,5 bilhão e mais de 1,5 milhão de assinantes no caso da telefonia fixa ou mais de 3 milhões de assinantes na telefonia móvel. Esta é a segunda categoria de patrocinador local dos Jogos Rio 2016 que será definida. Por enquanto, o único patrocinador local das Olimpíadas é o Bradesco.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Para entender as letras de Jay-z

Por Francisco Quinteiro Pires, estadao.com.br



Exibido na parede do apartamento do rapper Jay-Z em Manhattan, o quadro Charles The First, de Jean-Michel Basquiat, tem uma função mais importante que indicar a volumosa riqueza do morador. Ele serve como advertência ao compositor norte-americano - o sucesso para os negros talentosos nos Estados Unidos é uma armadilha. Basquiat criou a obra de arte inspirado em Charlie Parker, jazzista que, feito ele, morreu precocemente, em decorrência de overdose de heroína. Ele colocou na pintura uma inscrição segundo a qual a maioria dos reis tem a cabeça decepada. Quando se torna notável, um indivíduo se transforma em alvo de caça - querem a todo custo roubar-lhe a coroa. Sempre que pode, Jay-Z olha para o quadro, vê o próprio reino ameaçado e se contenta por contrariar a regra. Ele garante ser possível ter fama sem perder a alma.
Charles The First revela a personalidade de Shawn Corey Carter, de 41 anos, nome verdadeiro de Jay-Z, um dos negros mais influentes dos Estados Unidos. Segundo a Billboard, ele é o artista solo com mais álbuns número um da história, tendo ultrapassado Elvis Presley. Ele mesmo se chama de 'o novo (Frank) Sinatra' no rap Empire State of Mind, que ameaça desbancar New York New York como o hino da Big Apple. Empresário bem-sucedido, dono de fortuna de mais de US$ 450 milhões, segundo a Forbes, e casado com a cantora Beyoncé, ele não esquece o passado pobre e violento em Marcy, conjunto habitacional do Brooklyn, em Nova York. 'A vida no Brooklyn está queimada na minha pele como uma marca', ele escreve em Decoded (Spiegel & Grau, 320 páginas., US$ 35), livro recém-lançado que eleva o rapper à condição de poeta.
Impulsionado por uma campanha publicitária envolvendo Microsoft, Facebook e Twitter, Decoded chegou no último dia 5 ao terceiro lugar da lista de livros de não-ficção mais vendidos do New York Times. Os vários leitores de Jay-Z estão descobrindo - fazer poesia é como traficar drogas. 'Poetas e traficantes brincam com a linguagem, porque para eles falar claramente pode significar a ruína', escreve. 'Sempre um passo à frente, eles inventam novos modos de expressar a verdade.' O compositor atribui a ambos o poder de ampliar o significado das palavras. 'Nas ruas temos tantas expressões para arma de fogo quanto os esquimós têm para neve.' Por isso, ele considera um erro grave ler as letras do hip hop de modo literal.
Ebonics. Em Decoded, Jay-Z comentou 36 de suas composições, quatro das quais à espera de gravação (leia abaixo). Ele emprega no livro a gíria das ruas e o ebonics, inglês falado pelos negros do Norte dos EUA. De saída, conta como se apaixonou pelo gênero musical quando, aos 9 anos, presenciou outra criança rimando no conjunto habitacional onde morava. O garoto se chamava Slate e, em transe, cantava para uma roda de adultos. Durante 30 minutos ininterruptos, Slate disparou centenas de versos. Jay-Z saiu impactado. Nas semanas seguintes, preencheu com rimas o espaço em branco dos cadernos escolares. E criou o hábito de anotar, num pedaço de papel ou num canto da memória, todo verso nascido inesperadamente.
A preocupação naquela fase era 'descrever o conteúdo da mente de uma criança'. Inventado por imigrantes caribenhos no Sul do Bronx, o hip hop engatinhava no início dos anos 1980. Segundo Jay-Z, desde o berço o rap descreveu a realidade pobre dos negros. Mas para evoluir lhe faltava conteúdo próprio. Não bastava mencionar o que comiam ou viam, era preciso expressar o que havia na alma. Jay-Z não podia ser poeta sem primeiro perder a inocência. A caminho da adolescência, ele foi abandonado pelo pai. Superou o trauma 20 anos depois, ao perdoar a ausência em um encontro meses antes da morte do progenitor.