terça-feira, 29 de junho de 2010
Falso Steve Jobs engana jornal inglês
Notícia sobre o suposto recall de iPhone 4: Daily Mail acreditou numa conta falsa de Steve Jobs
O site do jornal inglês Daily Mail publicou uma matéria no último domingo sobre um suposto recall de iPhone 4 baseado numa mensagem de Steve Jobs pelo Twitter. O detalhe é que o perfil nunca pertenceu ao CEO da Apple.
Assumidamente falsa, a conta que motivou a gafe, @ceostevejobs, abusa de trocadilhos sobre a vida do executivo da Apple e raramente interage com os seus mais de cem mil seguidores. Na descrição do perfil, há até o esclarecimento para quem ainda tiver dúvidas sobre a veracidade dos escritos: “É claro que isso é uma conta de paródia”.
A matéria, todavia, recolheu um tuíte do perfil falso e informou que os modelos da quarta geração do smartphone da Apple poderiam ser devolvidos nas lojas da fabricante devido às falhas técnicas (estas, sim, reais) reportadas pelos compradores. Poucas horas e muita repercussão depois, a notícia foi apagada.
Outros veículos de imprensa, como os sites Register e NextWeb, publicaram telas da nota capturada. Até a manhã de hoje, o Daily Mail ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. DeMillus
Sexo não é permitido na Estação Espacial
Sexo no espaço não é permitido
Pelo menos, esta foi a declaração do comandante da NASA Alan Poindexter durante uma visita a Tóquio.
Segundo informações do Telegraph, quando um jornalista perguntou a respeito do sexo na Estação Espacial Internacional, ele respondeu que “somos um grupo de profissionais (...) tratamos uns aos outros com respeito e temos uma ótima relação de trabalho. Relacionamentos pessoais não são um problema (...) Nós não os temos e nem teremos”.
Poindexter e outros seis astronautas estiveram no Japão para uma coletiva sobre sua missão de duas semanas para reabastecer a ISS. A viagem, feita em Abril, bateu um recorde ao colocar quatro mulheres em órbita na estação ao mesmo tempo.DeMillus
Botox faz usuário sentir menos emoções
Pesquisadores americanos sugerem que usuários de Botox podem sentir emoções de forma menos intensa por causa do produto.
Os resultados indicam que o ato de expressar um sentimento também influencia a forma como ele é sentido.
Liderada por Joshua Davis, uma equipe da Barnard College, de Nova York, descobriu fortes indícios de que o uso do Botox não somente diminui a capacidade de expressão, como a capacidade de sentir emoções.
O Botox possui uma proteína chamada onabotulinumtoxinA, que temporariamente paralisa os músculos faciais. Isso reduz as rugas mas, em alguns casos, também pode diminuir a expressividade.
Os pesquisadores suspeitavam que a paralisia facial causada pelo produto poderia reduzir a resposta que o corpo envia ao cérebro ao sentir uma emoção, o que por si afetaria a forma como a pessoa sente algo. Em outras palavras, os cientistas acreditavam que as emoções são expressas como um ciclo vicioso: o cérebro as sente e envia a mensagem ao rosto; este manifesta o sentimento, enviando um “feedback” ao cérebro, que por sua vez também “sente” mais a emoção por causa da resposta.
Para testar esta hipótese, os pesquisadores selecionaram um grupo de voluntários que estava passando por um tratamento de aplicação de Botox. Cada um deles assistiu a vídeos com conteúdo emocional forte, médio ou fraco tanto antes como depois das injeções. Em um grupo de controle estavam pessoas tratadas com outra substância (Restylene), que é também injetada nas rugas e lábios para preenchimento, mas que não paralisa os músculos.
Os pacientes com Botox tiveram uma queda significativa na força das suas experiências emocionais se comparados ao outro grupo. A resposta a vídeos com conteúdo emocional positivo médio foi especialmente prejudicada.
O que o estudo indica é que as pessoas que receberam o Botox podem sim responder ao estímulo emocional, mas que a sua capacidade limitada de mudar as expressões faciais causa uma redução do “feedback” no cérebro.
A descoberta também é mais um forte indício de que a resposta facial às emoções pode influenciar a forma como as sentimos.
Os resultados foram publicados na Emotion. DeMillus seja uma revendedora
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Nasa explica mudanças na rota da Jabulani
Golaço ou gol contra? A maior polêmica da Copa do Mundo na África do Sul até o momento ainda não tem uma conclusão. Para alguns, a bola oficial do evento, denominada Jabulani (“celebração”, em zulu), representa uma notável evolução do ponto de vista tecnológico. Para outros, o resultado deixou a desejar.
O atacante Luis Fabiano, da Seleção Brasileira, criticou. O goleiro Júlio César chamou de “bola de supermercado”. Fernando Torres, atacante espanhol, também falou mal. Kaká está entre os que elogiaram.
As maiores críticas foram com relação aos movimentos imprevisíveis, promovidos pela resposta aerodinâmica da nova redonda, especialmente nos chutes mais fortes.
Na primeira rodada, com o baixo número de gols, a reclamação foi ainda maior. Mas no fim da primeira fase da Copa, os gols voltaram. Portugal enfiou sete na Coreia do Norte. O próprio Luis Fabiano marcou dois contra a Costa do Marfim.
Para o fabricante, a Adidas, a bola representa um avanço. Mas o próprio presidente da empresa, Herbert Hainer, reconheceu que é preciso um certo tempo para se acostumar com a Jabulani, por ser “mais aerodinâmica e mais rápida”.
Pesquisadores da Nasa, a agência espacial norte-americana, e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), decidiram avaliar o comportamento da Jabulani.
No Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia, foram feitos testes para comparar a bola com a usada na Copa de 2006 na Alemanha, a Teamgeist (“espírito de equipe”). A Teamgeist, no lugar dos hexágonos costurados das bolas tradicionais, tinha oito painéis fundidos por um processo térmico, que elimina a necessidade de costura, mesmo interna, entre eles. A Jabulani tem 14 painéis e ganhou sulcos aerodinâmicos.
A conclusão da Nasa é que com a Jabulani os jogadores não deverão ter melhor controle do que com a Teamgeist. “É bem óbvio. O que estamos vendo é um efeito knuckle-ball”, disse Rabi Mehta, engenheiro aeroespacial no centro Ames. Knuckle-ball é um arremesso no beisebol no qual a bola não é segura com os dedos, mas sim com seus nós, resultando em movimento com acentuada curva e imprevisível para o rebatedor.
Segundo Mehta, quando a Jabulani se desloca em velocidade elevada, o ar próximo à superfície é afetado pela sua superfície, resultando em um fluxo assimétrico. Essa assimetria cria forças laterais que podem resultar em mudanças súbitas no percurso. De acordo com o cientista, a Jabulani tende a assumir o efeito knuckle ao superar os 75 km/h, o que corresponde a um chute forte.
Outro ponto a se considerar, segundo Mehta, é que vários dos estádios em que ocorrem os jogos na Copa da África do Sul estão em altitude elevada (Joanesburgo, por exemplo, fica a cerca de 1.600 metros do nível do mar). “Isso afeta a aerodinâmica da bola, uma vez que a densidade do ar é menor. Em altitudes altas, a bola tende a se deslocar mais rapidamente, com menos empuxo”, disse.
Maior arrasto
Os pesquisadores Gilder Nader e Antonio Luiz Pacífico, do Laboratório de Vazão do IPT, realizaram testes no túnel de vento atmosférico do instituto com bolas de torneios oficiais de futebol.
Foram testadas as bolas do campeonato Paulista e Brasileiro deste ano e das copas de 2006 e 2010. Os testes foram encomendados pela Rede Globo. Segundo Nader, foram feitas medições com visualização do escoamento de ar em volta de cada bola. Para isto foi utilizado o sistema PIV (“Particle Image Velocimetry”) com emprego de raios laser.
“Verificamos que a bola do Campeonato Brasileiro, por exemplo, com superfície mais rugosa, do tipo clássico, tem coeficiente de arrasto (resistência ao ar) mais baixo e bom deslocamento. As bolas das Copas apresentaram um ‘descolamento’ mais rápido e maior coeficiente de arrasto”, disse.
Ao ser chutada, a bola ganha uma velocidade inicial que vai diminuindo até que, em um determinado momento, atinge o chamado “ponto de crise de arrasto”, explicou Gilder.
“É quando ela faz uma curva. Com a bola do ‘Brasileirão’, esse ponto demorou mais para ser alcançado, em uma velocidade de aproximadamente 13 metros por segundo. A Jabulani atinge esse ponto e faz a curva bem antes, em uma velocidade que ainda vamos medir com exatidão”, disse.
As bolas de futebol evoluem constantemente, com as grandes novidades surgindo justamente em cada Copa do Mundo. As atuais, e não apenas a Jabulani, são muito diferentes das usadas há meio século. Na Copa da Suécia, em 1958, por exemplo, a bola era de couro curtido, chamada de “capotão”, pesada e que se encharcava em dias chuvosos, dificultando a precisão dos chutes.
Mas isso, claro, não impediu que o Brasil fosse campeão nem que um certo garoto apelidado de Pelé, então com 17 anos, assombrasse o mundo com momentos antológicos, como o gol na final, em que deu um lençol no zagueiro sueco e chutou a bola ainda no ar para o fundo das redes e da história. Mostrou que craque que é craque dá show com qualquer bola. E isso o mundo já está vendo na Copa da África do Sul, independentemente das polêmicas da bola. Revender DeMillus
COMO ERA O MEU SÃO JOÃO
No meu tempo de menino,
Era tudo diferente
Se acendia a fogueira,
Tudo perto era quente
Minha mãe fazia bolo
De milho pra dá a gente.
Não se tinha condição
Pra coisa sofisticada
Meu pai vinha para rua
Fazer a feira e mais nada
Comprava às vezes uns traques
Pra nós era aquela farra.
Se acendia a fogueira
Depois se ia jantar
Pamonha, canjica e bolo,
Olhando a mesma queimar
Não se ia para festa,
Pois não tinha o que gastar.
Meu pai fazia de tudo,
Pra nós ficar bem contente
Era eu e minha irmã,
Também uns primos da gente
Assim era nossa festa
O São João de antigamente
Ali ficava acordado
A fogueira a contemplar
Olhando as brasas ardentes
Da Catingueira a queimar
Ou madeira de Angico
E a fumaça a reinar
Oh! Como era bom aquilo
Hoje só fico a lembrar
Todo mundo reunido
Ficávamos a conversar
E quem tinha condição
Ia pro baile dançar
O baile era diferente
Com sanfona e pandeiro
Um zabumba e um triângulo
No ritmo do sanfoneiro
A luz da Sala sempre era
Lamparina, ou candeeiro.
Mas hoje o negócio é outro
Vocês podem observar
É com música eletrônica
Banda daqui e de lá
Não precisa de dinheiro
De graça ela vai tocar
Só era um sanfoneiro
Pra tocar a noite inteira
Hoje são diversas bandas
Sem falar nas bebedeiras
Inda tem gente que finda
No fim fazendo besteira
Só queria que o povo
Viesse valorizar
A cultura nordestina
Sem contudo extrapolar
As coisas de antigamente
Que nos fazem bem lembrar
A população precisa
Se unir para buscar
Dentre os nossos costumes
Sempre, sempre preservar.
O São, João e outras festas.
Da cultura popular
Eu não sei se estou correto
Querendo aqui comentar
Sobre coisas que eu penso
E não tenho jeito a dá
Mas peço ajuda a quem pode
Tudo isso resgatar
Tem Ministério pra tudo,
Até da aceleração
Por que não fazem um meio
De manter a tradição
De nossas festas juninas
Com o nome de São João.
Me desculpe se tomei
Todo o seu tempo em vão
Escrevi por que recordo
O meu tempo de S. João
O povo se divertia
Na mais perfeita união. (Prof. Gilneide Maia).
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